Seguindo alguns passos bastante simples, a bomba de combustível elétrica terá durabilidade maior que 100.000 quilômetros:
Normalmente se avalia o estado da bomba de combustível mediante a aferição da pressão e da vazão de combustível com um aparelho que incorpore um manômetro e um vazômetro. O aparelho deverá ser posicionado na linha de combustível que vai da bomba de combustível para as válvulas injetoras.
Deve-se recordar que a pressão na linha do combustível é decorrente da atuação da bomba de combustível e também da atuação do regulador de pressão. Assim antes de se condenar a bomba de combustível, é necessária uma verificação no funcionamento do regulador de pressão.
O não funcionamento puro e simples da bomba pode também ser decorrente de problemas no sistema elétrico do veículo, tais como fusível queimado, relê da bomba de combustível, chicote elétrico da bomba avariado, mau contato elétrico, e etc.
Se a bomba estiver recebendo corrente elétrica e não estiver funcionando é necessária a sua substituição. Se a bomba recebe corrente elétrica, e estiver funcionando, se o regulador de pressão estiver perfeito, se houver combustível no tanque e a pressão da linha de combustível for abaixo da pressão necessária, faz-se uma verificação nos dutos de combustível, tanto externo quanto internos ao tanque, à procura de algum vazamento. Se não houver vazamentos nos dutos, a bomba deverá ser substituída.
Os principais sintomas de problemas na bomba de combustível são:
Os veículos que, alternativamente, funcionam a gás são mais expostos a apresentar problemas na bomba elétrica de combustível.
Isso sucede, normalmente, por má informação ao condutor, que em busca de uma maior economia acaba por descuidar de aspectos importantes no funcionamento da bomba de combustível.
Os veículos movidos a gás normalmente mantém o sistema de alimentação do combustível original em funcionamento, sendo que somente as válvulas injetoras deixam de funcionar quando o veículo roda no gás. Dessa forma a bomba de combustível continua a funcionar mesmo quando o veículo esta rodando no gás.
É comum o usuário desses veículos não manter nível adequado de combustível no tanque de combustível, que recomendamos seja de no mínimo ¼ de sua capacidade. Caso o veículo fique sem combustível no tanque, ao rodar no gás e com a bomba de combustível funcionando em seco, a bomba sofrerá superaquecimento chegando mesmo a, literalmente, derreter, podendo até provocar curto circuito no sistema elétrico.
Aos usuários de veículos movidos a GNV recomendamos a utilização em pelo menos 20% do total de quilômetros percorridos diariamente com o combustível original do veículo. Essa prática evitará o envelhecimento do combustível no tanque, bem como proporcionará uma maior durabilidade das válvulas injetoras e uma melhor lubrificação das partes altas do motor.
Os sistemas de GNV mais avançados à disposição do consumidor no mercado já incorporam tecnologia que desliga a bomba de combustível quando o veículo roda no gás. Mesmo nesse caso recomendamos que as observações acima sejam acatadas.
Outro dado interessante de ressaltar é que, em alguns modelos de veículos, a instalação do cilindro de armazenamento de gás impede o acesso normal à bomba de combustível, fazendo que para a manutenção da mesma seja necessária a remoção do tanque de combustível, ou do cilindro de gás, fato que encarece o serviço.
São duas as situações de veículos bi-combustível: os veículos “flex” de fábrica e os veículos “flex” que são convertidos, ou adaptados pelo mercado reparador.
Vamos falar primeiro de um aspecto muito importante nessa possibilidade que só acontece no Brasil.
A gasolina brasileira é ofertada ao mercado consumidor com até 25% de álcool anidro em sua composição.
Os postos de combustível de todo o país vendem também, na bomba ao lado, álcool carburante para veículos movidos a álcool.
Temos a única frota “verde” do mundo.
Há que se fazer aqui um esclarecimento, o álcool que é misturado na gasolina não é o mesmo álcool que se compra na bomba como carburante.
O álcool que é misturado na gasolina é o álcool anidro, álcool que não leva água. O álcool que é vendido na bomba do posto como combustível é o álcool hidratado, que tem em sua composição até 7,5% de água desmineralizada.
Os carros “flex” de fábrica são carros preparados para trabalhar com o álcool hidratado, basicamente são carros a álcool que podem usar gasolina. Portanto tem todos os seus componentes preparados para utilizar aqueles 7,5% de água que o álcool hidratado contem.
As bombas de combustível dos carros “flex” de fábrica são bombas de combustível fabricadas para o álcool carburante, o álcool que contém até 7,5% de água desmineralizada. Como já dissemos anteriormente as bombas para álcool trabalham perfeitamente com gasolina.
As bombas de combustível fabricadas para trabalhar com álcool hidratado são extremamente sensíveis à qualidade desse álcool, portanto álcool fora de especificação é mortal para a durabilidade da bomba. Isso significa que álcool que tenha mais água em sua composição estragará a bomba, assim como álcool cuja mistura de água seja feita com água não desmineralizada, também estragará a bomba de combustível.
Os carros convertidos para “flex” a partir de carros originais a gasolina pelo mercado reparador são carros que não estão preparados para trabalhar com o álcool carburante hidratado. Nenhum fabricante nacional ou internacional de veículos automotores, assim como nenhum fabricante de sistemas de injeção eletrônica, recomendam a conversão de veículos originalmente produzidos para a utilização de gasolina para a utilização de álcool carburante hidratado. Isso ocorre porque esses fabricantes sabem que o álcool hidratado acarretará a corrosão de todos os componentes do veículo que não foram projetados e fabricados para lidar com a água que é adicionada ao álcool hidratado carburante.
Dessa forma a DR Bombas Elétricas de Combustível não recomenda a conversão de carros originais a gasolina para álcool, posto que no médio prazo esse veículo terá diversos componentes danificados pelo álcool hidratado, como por exemplo, a bomba de combustível, o sensor de nível, o tanque de combustível, os bicos injetores, as válvulas de escapamento, o catalizador e a bateria.
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